Planejamento Estratégico com a Master Experiens

Muito se fala sobre o planejamento estratégico na gestão empresarial, mas você sabe exatamente o que é e como fazer?

Antes de mais nada, é preciso entender um pouco mais a fundo sobre a importância dessa ferramenta na gestão empresarial.

Afinal, não há como pensar em sucesso sem ao menos ter um plano estratégico dentro da empresa. Até porque, é ele que irá garantir o crescimento futuro da organização.

Entenda que nenhuma melhoria acontece sem um planejamento. Ter isso em mente é fundamental para qualquer empresário.

Desse modo, separamos neste artigo algumas questões para que você saiba como fazer o planejamento estratégico da sua empresa de forma acertada.

Afinal, o que é o planejamento estratégico?

Planejamento estratégico nada mais é que uma ferramenta de gestão empresarial que objetiva traçar as diretrizes de uma empresa em um determinado período.

Ou seja, é um plano que uma empresa faz pensando no curto, médio ou longo prazo, em todos os seus aspectos.

Portanto, a definição do planejamento estratégico leva em conta diversos fatores como crescimento do mercado, capital de giro, concorrentes, áreas de atuação.

Muitas empresas, normalmente, pecam por não definir um planejamento estratégico de forma contundente no negócio.

Em outras palavras, elas não sabem ao certo aonde querem chegar, e nem quais são as perspectivas futuras em relação ao seu ramo de atuação.

Claro, que um plano estratégico de longo prazo precisa ser revisto no decorrer do tempo. Porém, ele é como se fosse uma bússola para a empresa.

O ponto básico para a formulação do planejamento estratégico é ter bem definido a missão, visão e valores da empresa, ambas Ferramentas de Gestão na Prática ® são amplamente abordadas em A Arte da Gestão ®.

Isso ajuda o empresário a entender onde a empresa está atualmente e onde ela pretende chegar depois de um certo tempo.

Tirando o fato que o planejamento estratégico também é fundamental para fortalecer a cultura organizacional melhorando, inclusive, o próprio empenho dos colaboradores.

E como começar a fazer um planejamento estratégico?

Talvez uma das coisas mais difíceis se falando em planejamento estratégico é começar, ou seja, sair da estaca zero.

Muitas empresas ficam perdidas nesse ponto, sem saber ao certo como criar um plano estratégico e até mesmo por onde começar.

As dúvidas são as mais variadas possíveis, principalmente em relação a quem envolver. Em outras palavras, o gestor não sabe quais líderes chamar para fazer esse planejamento.

Isso até certo ponto é normal. Porém, começar a fazer um planejamento estratégico é essencial para a sobrevivência da organização no mercado.

Vamos então ao que interessa. Foram separados alguns pontos que todos os gestores empresariais precisam pensar para fazer um planejamento estratégico.

1 – Definir o público-alvo do negócio

O melhor jeito de começar um planejamento estratégico é definindo o público-alvo do negócio. Se você não sabe ao certo quem é o seu cliente e qual é a realidade do seu negócio é bem difícil conseguir pensar em estratégias futuras.

Então, o primeiro passo é começar a construir a sua persona, ou seja, criar um personagem fictício do seu público-alvo.

Quem está no varejo talvez tenha um pouco mais de facilidade nessa identificação. Já quem está na indústria pode cometer algumas confusões.

O primeiro erro é acreditar que o seu público-alvo são lojistas ou atacadistas. Eles nada mais são que revendedores do seu produto.

Melhor dizendo, tanto o atacadista, quanto o lojista, são pontes que ligam o consumidor final ao produto que você fabrica.

Entretanto, sempre que for pensar em persona é preciso pensar naquele cliente que irá realmente consumir o produto, aquela pessoa que irá fazer a compra no varejo.

Só para ilustrar, uma fábrica de calçados femininos tem por público-alvo mulheres. No entanto, qual a idade dessas mulheres? Qual a classe social delas? De qual parte do país são?

Note que é preciso começar a levantar alguns questionamentos para então encontrar a cliente mais próxima do produto que você fabrica. E você vai entender o porquê.

Planejamento Estratégico é com a Master Experiens | Conhecimento e Informação ®

2 – Defina a sua proposta de valor

Depois de definir o público-alvo é preciso criar uma proposta de valor do negócio. Essa proposta de valor tem que atender os anseios do público-alvo.

Considere um exemplo onde a persona chama-se Ana, de 32 anos, classe média alta, frequenta shoppings, gosta de novidades da moda e usa muito as redes sociais.

Repare que a persona está definida, ou seja, até aqui sua empresa já sabe para quem ela irá vender o produto.

Mas, aí vem a pergunta: Por que a Ana deixará de comprar do seu concorrente para comprar da sua empresa?

Veja que essa resposta somente é encontrada sabendo com clareza a proposta de valor do seu negócio. Logo, é preciso saber o que a Ana busca de valor.

Quando ela procura um calçado, o que ela busca? Beleza? Conforto? Praticidade? Luxo? Ostentação? Simplicidade?

Se atente como é necessário saber bem os anseios da persona para então criar a proposta de valor da empresa.

Vamos voltar ao exemplo. Considere que a Ana é uma pessoa que trabalha diariamente e gosta da própria independência financeira.

Ela sempre busca a beleza de um calçado no momento da compra, mas um dos fatores fundamentais é o conforto. Afinal de contas, ela vai usar esse calçado no seu dia a dia.

Nesse exemplo, a Ana não liga muito para preço. Ela prefere zelar pela qualidade e pela praticidade no momento de comprar.

Note que levantando essas questões fica mais fácil definir uma proposta de valor. Desse modo, a empresa pode alinhar os seus produtos de acordo com os anseios do seu público-alvo.

Ou seja, se no exemplo, a Ana não liga para preço e prefere conforto a beleza, é nisso que a empresa precisa focar para garantir a melhor experiência para ela.

Repare que agora o planejamento estratégico começa a ganhar corpo, pois já sabemos quem é o público-alvo e qual a proposta de valor que deverá ser apresentada.

3 – Defina os princípios essenciais do seu negócio

Agora com o público-alvo definido e a proposta de valor estabelecida, chegou o momento de alinhar os princípios essenciais do negócio.

Esses princípios são basicamente a missão, visão e valores da empresa.

Mas, por que só agora estamos definindo-os?

Simples. Se isso for feito antes de conhecer o cliente e de definir a proposta de valor, os princípios da empresa podem ser divergentes do que o cliente busca.

Dessa maneira, não há como a empresa ter uma missão que não agregue valor para o cliente. Voltando novamente ao exemplo que foi feito anteriormente.

Se a Ana, nossa persona, prefere conforto à beleza e não liga para preço, qual seria a lógica se a missão da empresa fosse: “Levar beleza para os seus pés, buscando sempre o melhor custo possível”.

Portanto, a missão somente pode ser traçada, sabendo exatamente quem é a persona e o que ele busca no momento de comprar.

Considerando esse mesmo exemplo, a missão da empresa poderia ser “Levar conforto para os seus pés com o máximo de qualidade possível e praticidade para o seu dia a dia”.

Note que a missão é a causa de a empresa existir. E essa causa precisa atender aos anseios de quem comprará o seu produto.

Já a visão é um pouco diferente. Nesse caso, ela é onde a empresa pretende chegar. Retornando ao exemplo, a visão poderia ser: “Tornar-se a maior fabricante de calçados na linha comfort do estado de São Paulo em um prazo de 10 anos”.

Finalmente, os valores são os princípios que a empresa carrega e que também precisam ir de encontro com o comportamento do público-alvo.

No exemplo, os valores poderiam ser: “Buscar sempre a melhor matéria-prima que garanta o máximo de conforto para nossos clientes e que não sejam nocivas ao meio ambiente.” E são distribuídos à toda a organização, através de uma cultura sólida e de políticas de conscientização e processos de produção e distribuição coerentes.

4 – Conhecendo o ambiente da empresa

Agora já foi executado um grande passo, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Repare que já sabemos quem é o nosso público-alvo, a proposta de valor da empresa e os princípios do negócio.

Chegou o momento então de estudar o ambiente no qual a organização está inserida. Esse ambiente nada mais é que o mercado ao qual a empresa pertence. O Fundamento de Gestão, o Ambiente é amplamente discutido em A Arte da Gestão ®, conheça um pouco mais clicando aqui.

Para isso é preciso realizar uma análise chamada de SWOT que traduzido ao português significa análise FOFA.

Essa análise consiste em encontrar os pontos fortes e fracos da empresa e dos seus concorrentes, assim como as oportunidades e ameaças do mercado.

Pontos fortes e fracos nada mais são que questões internas da empresa. Por exemplo, a qualidade pode ser um ponto forte da empresa, mas a falta de capital de giro pode ser um ponto fraco.

O concorrente pode ter como ponto forte o diferencial de preço, mas ao mesmo tempo pode ter como ponto fraco a falta de inovação tecnológica. Quanto mais detalhista a empresa for nessa análise, melhor será o seu planejamento estratégico.

Além dos pontos fortes e fracos é preciso observar as oportunidades e ameaças do mercado. Ou seja, as situações que podem interferir diretamente no negócio.

Em todos os negócios há sempre a perspectiva de ameaças e oportunidades e é preciso estar atento nelas para pensar em estratégias futuras.

Planejamento Estratégico é com a Master Experiens | Conhecimento e Informação ®

Os recursos são amplos, não somente as moedas, existem muitos meios inteligentes de mobilizar recursos, Estabelecer uma nova visão, um novo olhar sobre todas as coisas, as suas funcionalidades, as suas possibilidades, os seus usos e consequentemente como podem ser as fontes adequadas para implantar seus planos e estratégias.

Nilson Nóbrega de Freitas, Presidente e Fundador da Master Experiens®.

5 – Faça uma análise de toda a sua cadeia produtiva

O próximo passo no desenvolvimento de um planejamento estratégico é analisar toda a cadeia produtiva do negócio.

Desde o fornecedor de matéria prima até o varejista final do produto. Entender profundamente essa questão ajuda no planejamento estratégico.

No fim das contas, se o fornecedor de matéria-prima não tiver a capacidade de crescer junto com a empresa é preciso desbravar outros fornecedores.

Se o varejista tem um espaço limitado de venda é preciso pensar em novos distribuidores. Tudo isso é necessário se levantar antes de traçar o planejamento estratégico.

Porque, se a empresa pretende criar um plano de crescimento, ele não pode ser utópico, precisa ter base. Para isso, é preciso saber se os parceiros comerciais também estão dispostos a crescer no mesmo ritmo.

6 – Elabore o planejamento estratégico da empresa

Chegamos agora ao ponto chave. O momento de elaborar o planejamento estratégico da empresa, visando o curto, médio e longo prazo.

Veja que até chegar aqui foi preciso muito estudo e análise. Isso vai ajudar a criar um planejamento estratégico muito mais racional.

Nesse momento, a empresa precisa pensar em três objetivos. O primeiro é o objetivo de curto prazo, que pode ser anual.

O segundo pode ser um objetivo de médio prazo que pode compreender um período de cinco anos.

E o terceiro um objetivo de longo prazo que pertence a um período de dez anos.

Para desenhar esses objetivos é preciso levar em consideração todas as análises anteriores. São elas: o perfil do cliente, a proposta de valor, o mercado, a cadeia produtiva.

Nessa ocasião é preciso ser o mais racional possível para que os objetivos consigam ser alcançados.

A elaboração do plano estratégico precisa ser minuciosa, e por isso ele precisa ser feito com a ajuda de gerentes e diretores da organização. Se você sente necessidade de um aprimoramento no conhecimento sobre o Fundamento de Gestão, A Estratégia, a Master Experiens oferece seu programa de formação em Gestão e Liderança, clique aqui para saber mais sobre nossa proposta.

7 – Coloque o planejamento estratégico em ação

Após desenhar o planejamento estratégico, chegou o momento de colocá-lo em ação. Isto é, levá-lo para o conhecimento de toda a empresa.

Todos os colaboradores precisam saber aonde a empresa quer chegar e como a empresa pretende atingir esse plano.

Por isso, é preciso que cada um tenha suas metas individuais e saibam como essas metas estão colaborando para o atingimento do objetivo maior do negócio.

Em outras palavras, o colaborador precisa entender que ele faz parte de uma causa maior e que o seu empenho irá levar a empresa aonde ela pretende chegar.

Por isso, é preciso que a empresa crie um plano de recompensas para o colaborador. Ele precisa ser valorizado ao atingir uma meta. Abordamos um pouco mais sobre Gestão de Pessoas em outro artigo, acesse-o clicando aqui.

Então, no próprio momento de criar o planejamento estratégico, é preciso inserir algumas recompensas que deverão ser dadas aos colaboradores.

Em razão disso é tão importante que o planejamento seja o mais racional possível. Afinal de contas, é necessário saber o quanto de lucro ele irá proporcionar para o negócio.

No momento que ele for colocado em prática também é necessário criar indicadores mostrando como a empresa está se saindo e se ela irá conseguir atingir os objetivos.

O acompanhamento constante desses indicadores ajuda a empresa a rever alguns pontos no planejamento e refazer esses pontos se necessário for.

8 – Replanejamento frequente da estratégia

Por fim, a empresa precisa fazer um replanejamento frequente da sua estratégia. No final das contas, o mercado está sempre mudando.

Pense o seguinte, nesse exemplo que apresentado é possível a empresa prever algumas ameaças e oportunidades de mercado.

No entanto, podem existir situações que a organização não conseguiu prever e mensurar. Como por exemplo, o lançamento de um novo maquinário no mercado.

Se uma nova máquina é lançada, proporcionando mais qualidade ao produto com redução de custo, mas exige uma capacidade de pagamento acima do planejado, é preciso repensar a estratégia.

Nesse caso, é preciso pensar em atrair novos investidores, para realizar esse investimento, e criar objetivos em novos tempos previstos.

Melhor dizendo, o planejamento estratégico não pode ser engessado. Por mais que ele seja uma bússola, a empresa não pode hesitar em mudá-lo quando preciso.

Quanto mais jogo de cintura uma empresa tiver, melhor. Em conclusão, ela não irá ficar parada no tempo e não correrá o risco de ter os seus objetivos não alcançados.

A importância de se fazer um planejamento estratégico

Conforme exposto no texto, fazer um planejamento estratégico é de extrema importância para uma empresa. É isso que irá garantir o seu sucesso no mercado.

Uma companhia que não conhece o seu público-alvo, não sabe como oferecer a sua proposta de valor, não sabe os pontos fortes e fracos que possui, está com os dias contados.

Portanto, é preciso entender isso para ter realmente sucesso na gestão empresarial. Aliás, não há como ter gestão empresarial sem o planejamento estratégico.

É o plano estratégico que dará uma direção para empresa mostrando onde ela realmente precisa estar depois de um determinado período.

Ainda mais agora, em um mercado altamente globalizado e competitivo, é praticamente impossível sobreviver sem ter um bom planejamento estratégico.

Pensar em todos os pontos e não hesitar em voltar atrás, criar indicadores e rever os objetivos é crucial para se alcançar o sucesso tão esperado.

Em suma, o planejamento estratégico precisa ser desenvolvido para garantir a sobrevivência da empresa dentro do mercado e para que ele realmente seja atingível.

É preciso fazer todas as análises que mostramos aqui, caso contrário, ela poderá não passar de uma utopia.

A empresa que conseguir não só fazer o planejamento estratégico, como também acompanhá-lo por meio de indicadores, estará um passo à frente dos seus concorrentes.

E esse passo à frente, certamente fará toda a diferença no futuro do negócio, proporcionando um crescimento maior e mais sustentável.