Você quer saber como fazer uma boa gestão escolar? Então não deixe de ler este artigo.

Por: Editoria Master Experiens®

O tema não é novo. Mas ainda assim muita gente costuma confundir gestão escolar com administração escolar.

Só para ilustrar a diferença, a administração escolar trata apenas da gerência dos recursos materiais e financeiros disponíveis para garantir a qualidade do ambiente de aprendizado e maior conforto e facilidade para alunos e docentes.

Já a gestão escolar é mais completa. Em resumo, o gestor escolar precisa olhar o todo para promover um desenvolvimento educacional completo da instituição, promovendo integração sistêmica entre os departamentos internos da instituição.

O que é a gestão escolar?

Conforme já antecipamos, a gestão escolar é a maneira de gerenciar uma instituição de maneira completa e bem abrangente.

Desse modo, o profissional responsável por gerir essa organização precisa ter habilidades que vão desde o desenvolvimento de um plano pedagógico até questões financeiras. Por exemplo, a escola precisa dar lucro para pagar todas as suas despesas como salários, aluguel, água, força etc. No entanto, é preciso também pensar em um sistema de ensino de qualidade, moderno e que tenha o poder de atrair mais e mais alunos.

Para isso, é preciso mostrar resultados que podem ser os mais variados. É comum hoje em dia que esses resultados sejam medidos pelo número de aprovados em uma universidade, em caso de uma instituição de ensino médio ou preparatória para vestibular. Mas, a verdade é que a gestão pedagógica é muito mais que isso. Até porque o aluno não pode simplesmente viver para a competição, deve absorver habilidades que o acompanharão durante toda a vida acadêmica e profissional.

É preciso pensar em um ambiente de ensino que realmente seja capaz de desenvolver o aluno em sua mais profunda essência e de acordo com seus objetivos de futuro.

Estamos diante não apenas de uma revolução digital, mas sim de uma transformação cultural profunda com efeitos diretos no comportamento humano individual e grupal, cujos desdobramentos estão mudando todos os mercados existentes, inclusive o mercado educacional

“Pessoas poden ter potencial para vencer e não possuir o conhecimento para tanto. Mas as pessoas são inteligentes e aprenderão, mesmo que isto demante tempo e recursos. Estamos diante não apenas de uma revolução digital, mas sim de uma transformação cultural profunda com efeitos diretos no comportamento humano individual e grupal, cujos desdobramentos estão mudando todos os mercados existentes, inclusive o mercado educacional.”

Nilson N. Freitas

E como pensar a gestão escolar amplamente?

Para pensar a gestão escolar como um todo, procurando inclusive aperfeiçoar os resultados, é preciso fracioná-la. Desse modo, fica mais fácil ao gestor delegar competências e atividades, e criar medidas para mensurar os resultados em cada uma dessas áreas.

Portanto, a gestão escolar pode ser dividida em:

  • Gestão Pedagógica;
  • Gestão Administrativa;
  • Gestão Financeira;
  • Gestão de Eficiência.

Cada uma dessas áreas corresponde a gestão escolar como um todo. Porém, precisam ser geridas de acordo com suas próprias particularidades. Para ficar mais fácil o entendimento, vamos falar separadamente sobre cada uma delas nos tópicos a seguir:

Entendendo a Gestão Pedagógica

Quando falamos em gestão pedagógica, estamos falando na gestão do ensino. E isso não é uma tarefa fácil para o gestor. Até porque, essa é a gestão chave da instituição.

Pense o seguinte, o que atrai alunos para uma determinada instituição de ensino?

Certamente, eles são atraídos pelo sistema de ensino daquela determinada escola. Claro que fatores como preço e localização também tem o seu peso. No entanto, a qualidade da educação é o principal fator para absorção de novos alunos, e para a manutenção dos alunos que já estão na instituição.

Portanto, será função da área pedagógica acompanhar o desempenho tanto dos alunos quanto dos professores da instituição. Além disso, também é papel fundamental organizar a proposta que será seguida durante cada exercício ou ano e promover todo o treinamento do corpo docente para tal.

Antes de mais nada, é preciso enaltecer que o planejamento pedagógico é o item número um de uma instituição, e por isso ele precisa ser muito bem elaborado. Assim sendo, ele precisa ser feito todo ano, e reformulado de acordo com as necessidades e com os resultados que foram alcançados.

Geralmente o profissional responsável pela gestão pedagógica é o diretor de ensino. Ele conta com a orientação do coordenador pedagógico para isso. Cabe ao gestor escolar, delegar a função e criar indicadores para acompanhar os resultados da gestão pedagógica. Um bom indicador é avaliar a evasão escolar, e as médias quantitativas dos alunos.

Mais à frente vamos falar sobre alguns métodos inovadores da gestão pedagógica, agora vamos falar um pouco sobre o segundo item: a gestão administrativa.

Entendendo a gestão administrativa escolar

Não menos importante, a gestão administrativa garantirá que a escola se solidifique no mercado e tenha internamente à disposição do corpo docente as ferramentas necessárias para um bom ensino. E por isso, ela tem que andar de mãos dadas com a gestão pedagógica.

Dessa forma, caberá ao gestor administrativo pensar em todos os custos que envolvem a implantação de um plano pedagógico, procurando assim, garantir o uso correto dos recursos físicos e financeiros da instituição. Além disso, a gestão administrativa precisa aperfeiçoar cada vez mais a secretaria escolar procurando manter o patrimônio e a gestão financeira da instituição. Para isso, é preciso contar com relatórios de adimplência de alunos, assim como elaborar estratégias econômicas e administrativas ligadas ao planejamento pedagógico.

Em linhas gerais, o gestor administrativo é quem irá alinhar os diversos setores de maneira que eles conversem entre si. Também caberá à gestão administrativa estabelecer metas e criar mecanismos participativos para garantir mais eficiência na administração da instituição.

Portanto, podemos dizer que a gestão administrativa é como se fosse o coração da gestão escolar. Afinal, é ela quem irá garantir o sucesso do negócio.

Entendendo a gestão financeira

A gestão financeira é aquela que irá cuidar do orçamento da instituição. Será a responsável por observar atentamente os gastos, investimentos e receitas.

Um sistema financeiro bem organizado é capaz de garantir tomadas de decisões mais ágeis que possibilitam melhorar ainda mais a própria instituição. Portanto, o gestor financeiro será responsável por controlar o fluxo de caixa presente e futuro da instituição. Será ele quem irá criar indicadores sobre a inadimplência, e pensar qual é o melhor valor da mensalidade que deverá ser cobrado, por exemplo.

Também é de responsabilidade da gestão financeira, manter as contas sempre em dia, avaliando onde é possível realizar cortes de custo. Sem uma boa gestão financeira, todas as demais áreas da escola podem ficar comprometidas. Por isso, é importante dar uma atenção especial para essa questão.

Entendendo a gestão de eficiência

Foi-se o tempo em que uma instituição de ensino poderia ter normas e procedimentos burocráticos. Hoje, é preciso que tudo seja ágil.

Portanto, o gestor de eficiência será o responsável por garantir a agilidade nos processos. E por isso, precisará atuar em todas as atividades principais.

Cada um dos processos da instituição precisa ser pensado com um olhar bem minucioso. E então ser avaliado qual a melhor forma de otimizar o mesmo. Em muitos casos, o gestor de eficiência realiza um verdadeiro trabalho de reengenharia na instituição para garantir a máxima eficiência. É ele quem fará as solicitações andarem mais rápido, assim como também será o responsável por garantir que o tempo de espera por matrícula diminua, ou que o atendimento ao aluno seja o mais bem avaliado possível.

A gestão escolar na prática

Vimos até aqui como funciona de maneira abrangente a gestão escolar. E como ela pode ser subdividida para gerar resultados mais efetivos. Afinal, se não houver essa subdivisão, o gestor escolar pode se encontrar perdido no meio de tanta informação, o que é prejudicial para o próprio negócio.

Porém, precisamos agora entender como a gestão escolar funciona na prática. Não importa se a instituição é de nível básico, médio ou até mesmo superior. Caberá ao gestor escolar criar métodos e técnicas para garantir um bom funcionamento da instituição.

Mas como fazer isso? É o que veremos nos próximos tópicos.

Tenha sempre um bom sistema de gestão.

Hoje, com o avanço tecnológico, ter um bom software pode fazer toda a diferença na gestão escolar. Afinal, isso pode agilizar demais diversos processos. Muitas instituições sofrem para levantar alguns indicadores como evasão escolar, inadimplência, dias de atraso nas mensalidades, ou custos de manutenção da operação.

Enfim, quanto mais difícil for saber esses dados, mais desorganizada é a instituição. E consequentemente pior será a gestão escolar. Com um software, é possível ter todas essas informações de maneira fácil. Além disso, é possível também fazer uma integração entre todos os setores. Essa integração permitirá que a gestão pedagógica, administrativa, financeira e de eficiência trabalhem de maneira completamente integrada.

Com isso, ficará mais fácil fazer análises gerenciais e de desempenho educacional. Além de facilitar a criação de programas motivacionais para alunos e professores. Como os dados são mais transparentes também fica mais fácil acompanhar a evolução dos custos e da inadimplência, procurando então respostas rápidas para se evitar o crescimento desses fatores.

Isso sem contar que com a implantação de um software, a própria burocracia diminui, e os processos se tornam mais ágeis, garantindo assim uma maior modernidade da instituição.

Planejamento anual

Outro ponto que precisa ser feito todo ano é o planejamento estratégico e financeiro, aliado às demandas de inovação pedagógicas. E isso é fundamental para garantir um melhor desenvolvimento da própria instituição.

O planejamento também é responsável por evitar o aparecimento de surpresas desagradáveis durante o ano. Claro que imprevistos sempre podem aparecer. Porém, é possível minimizar esses imprevistos por meio de um bom calendário e de projeções sólidas.

E quando o planejamento é acompanhado de um bom software, ele se torna ainda mais eficaz. Para facilitar a síntese, vamos citar um exemplo.

Considere que a escola tenha uma inadimplência de 10%. Ao fazer o planejamento anual já é possível considerar essa inadimplência no custo. Ou seja, a escola não será pega de surpresa caso algum aluno deixe de pagar a mensalidade. O mesmo podemos dizer da própria evasão escolar. Se na média a evasão escolar for de 10% também, isso poderá ser repassado ao custo no momento do planejamento.

Repare que a própria precificação da mensalidade fica mais fácil. E isso ajuda a própria instituição no momento de realizar novos investimentos.

Treinamento e capacitação para os professores

Ao fazer um planejamento do orçamento, a escola deve levar em consideração o planejamento e a capacitação dos professores. Ou seja, é preciso colocar dentro do orçamento, cursos e treinamentos que eles deverão realizar durante o ano letivo, inclusive para adequação do ambiente escolar à modalidades modernas de ensino.

Professores atualizados e capacitados irão gerar mais resultados para a escola. Até porque, a própria capacitação constante gera mais motivação no corpo docente. Todavia, se ela não for colocada no planejamento anual do orçamento, é bem provável que a escola fique sem recursos para isso.

Em outras palavras, é preciso pensar minuciosamente em como serão esses processos de capacitação, e quem irá realizá-los. Ademais, também é preciso dividir a capacitação em técnica e comportamental e procurar oferecer os dois tipos de treinamentos para os professores.

No caso da capacitação técnica, a escola deve oferecer um aperfeiçoamento relacionado à área de cada professor.

Só para ilustrar, se o professor dá aulas de matemática, o aperfeiçoamento técnico consiste em oferecer treinamentos nesta área para ele.

Já a capacitação comportamental será relacionada a maneira como o professor deve dar suas aulas, as técnicas que deverá empregar, e por aí vai.

Quanto mais uma escola investir em treinamento e capacitação, melhor será o ensino e consequentemente melhor também serão os resultados.

Investimentos constantes em tecnologia

Um outro ponto que precisa ser pensado é a questão do investimento constante em tecnologia. E nos dias de hoje isso é fundamental.

A tecnologia favorece o ensino e gera muito mais interação entre os alunos e professores. Por isso é importante pensar em investimentos tecnológicos constantes.

Lembra do artigo quando falamos sobre a gestão pedagógica? Então, hoje a tecnologia faz parte dessa gestão.

Inclusive, a partir de 2020, isso vai mudar definitivamente. Neste ano, todas as escolas tiveram que adotar as vídeo aulas.

Isso exigiu uma verdadeira mudança nos investimentos tecnológicos. Afinal, para ter qualidade em uma aula online é preciso ter tecnologia suficiente.

E mesmo para os próximos anos, com ou sem pandemia, as videoaulas serão cada vez mais usadas, principalmente em atividades extras.

Vamos considerar que um aluno vá no período da manhã para a escola. À tarde, por exemplo, ele não precisará voltar para assistir aulas opcionais. Ele poderá fazer isso pela internet, de dentro de casa.

Essa realidade precisa ser pensada no planejamento de ensino, afinal, isso vai garantir que a escola irá se destacar em relação às demais.

Descentralização de toda a gestão

Por que dividimos a gestão escolar em várias outras gestões? Simplesmente para descentralizá-la. Afinal, uma gestão centralizada é ruim para todos os envolvidos. E vou falar o porquê.

Quando uma escola centraliza a gestão, em primeiro lugar, todos os processos se tornam mais demorados e mais burocráticos. Pense no seguinte: se o gestor escolar é o único responsável que pode dar descontos na mensalidade, por exemplo. Imagine como seria difícil conseguir esse desconto.

Afinal, todos os pedidos teriam que ser analisados por uma única pessoa, que além disso teria outros afazeres para realizar na instituição. O que acabaria acontecendo nesse caso é um aumento da evasão de alunos, e uma piora na imagem da própria instituição.

Por isso é importante descentralizar a gestão, e cobrar de cada envolvido os resultados sobre a sua própria área. Nesse caso, o desconto em matrículas, por exemplo, poderia ser concedido pelo gestor financeiro que ciente do orçamento já saberia qual a possibilidade de desconto da instituição. O gestor pedagógico, em sincronia com o gestor administrativo também poderia fazer um levantamento dos investimentos necessários em tecnologia e treinamento.

Nesse modelo o gestor escolar seria responsável apenas por cobrar todos os demais gestores pelos resultados de cada um dos departamentos citados. Além de acompanhar os indicadores de desempenho de cada uma dessas áreas que discutimos.

A gestão escolar garante eficiência

Conforme pudemos ver neste artigo, a gestão escolar garante uma maior eficiência da escola ou instituição. E isso gera melhores resultados tanto no negócio quanto na possibilidade de retenção de aprendizado do aluno.

Quanto mais descentralizada e planejada for a gestão escolar, melhores serão os resultados alcançados, e por consequência, a instituição vai crescer ainda mais. Então, podemos dizer que atualmente, fazer gestão escolar não é mais um diferencial e sim uma necessidade para a instituição de ensino se manter no mercado.

Dessa forma, o gestor escolar precisa estar atento às mudanças que acontecem, procurando se atualizar sempre das novidades do mercado. Se o gestor escolar não estiver atento nessas questões, é bem provável que a escola irá ficar ultrapassada, e consequentemente terá uma evasão muito maior de alunos.

O futuro da gestão escolar

Quando pensamos no futuro da gestão escolar não há outra palavra para definir que não seja eficiência. Cada vez mais é preciso criar mecanismos que façam a gestão escolar ser mais eficiente. Até porque, estamos diante de um mercado cada vez mais exigente e competitivo.

Não há, portanto, mais espaço para amadorismos. E os gestores escolares precisam saber disso. Ou seja, eles não podem ficar presos no passado. É preciso, portanto, explorar todos os recursos necessários para garantir a máxima eficiência da gestão.

Então eu te pergunto: como sua instituição de ensino está trabalhando essa questão? Responder essa pergunta é fundamental para pensar em gestão escolar.

Em resumo, é a boa gestão escolar que irá garantir resultados cada vez melhores para o sucesso da sua instituição de ensino.