Por Nilson Nóbrega de Freitas

COVID19 | COMO CONVIVER

Como os despreparados. Sofrendo as consequências da ausência de Plano de Contingência. De um País Continental, com desafios gigantescos de infraestrutura, essencialmente de saúde, educação, segurança, pesquisa e logística.

Um País de Democracia recente que se ressente de perder tempo e recursos preciosos discutindo filosofia de vida com oslíderes, que deveriam estar concentrados e silenciosamente trabalhando para resolver os problemas conjunturais da Nação.

É assim que devemos conviver. Como reféns. Reféns de nossa própria inconsistência estrutural. Reféns de nossas escolhas, tão esperançosas, e hoje tão sucumbidas por pensamentos retrógrados e incipientes.

Conviver com o inconvivível.

Sobreviver talvez seja a palavra mais adequada, pois conviver significa uma decisão de ida e vinda de vontades livres. E sobreviver é o resultado do aparato próprio contra o super mega aparato do sistema natural e social. A natureza condena os displicentes e despreparados. É o que somos hoje. Uma massa de acuados. Sem uma liderança mundial clara e competindo entre nós pelos que matam e morrem mais ou menos. Isto é sobreviver.

No roteiro esquecido da caminhada da vida, por muitos momentos, fomos chamados a sobreviver. E os resultados foram similares e monstruosamente quase idênticos. Ou seja, estamos onde estávamos há milênios. Vendendo sementes de cura, quando precisamos de ciência, tecnologia, compromisso com a verdade e fé inabalável usada como combustível para atingir os objetivos científicos.

Onde nós estamos? Perdidos. Perdidos. Perdidos. Gastando recursos, que não temos, com o “sobre preço” da falta de planejamento e análise ambiental. Um mundo sem estratégia de sobrevivência. Um mundo que destrói a sua própria Casa. Inadmissível. Queimar seu próprio lar. Inaceitável. Destruir seu próprio meio de sobrevivência. E assim, vamos ficando cada dia mais vulneráveis. Nos salvem e se salvem de si mesmo Ó Povo desta Terra!

O MERCADO TURÍSTICO E IMOBILIÁRIO – UMA VISÃO AMPLA

Semidestruído. Um Setor que vive de migalhas há muito e falta de Planejamento de Longo Prazo Cumprível. Pode até existir, mas não é cumprido.

Um Setor que recebe investimentos incipientes. Que não consegue dar seguimento às iniciativas, pois nem de longe é prioritário. Um setor que precisa de décadas para aprovar e fazer um aeroporto com viés turístico. Décadas. Décadas.Décadas. Esta é a nossa realidade. Sempre foi desafiador, mas agora fomos abalroados, fomos atropelados, fomos escaldados por uma crise sanitária, que nem de longe será mais devastadora que a crise econômica advinda da incerteza da “Plataforma de Proteção Empresarial e Social”; que vai sucumbir, podar e decepar a esperança, a força de vontade e a energia financeira de milhões de empreendedores destruídos, ou quase, pós-Covid19.

“Precisamos de um Mapa de Indicadores que nos oriente nesta tempestade. Precisamos canalizar gestão, energia e recursos para prover infra-estrutura, materiais e pessoas qualificadas, para enfrentar esta guerra de proporções gigantescas. O desperdício de recursos de hoje será a dívida dos nossos filhos no futuro.” Nilson Nóbrega

A maioria terá que demitir seus quadros. Custos de treinamento, preparo para um mundo de experiências válidas – base de vendas de seus produtos – tudo terá que ser refeito, reorganizado e recontratado. Se estivermos com saúde e disposição para continuar esta batalha sem fim.

Os sonhos destruídos podem se transformar em pesadelos de contas a pagar e cobranças de dívidas impagáveis. Pois as operações imobiliárias e turísticas são profundas e sensíveis, mesmo em tempos medianos. Imagine em tempos de destruição em massa de demanda.

Tudo mudou. Mas vamos precisar sobreviver. Vamos apontar para novos regimes de relação de resultados entre empregadores e empregados. Não podemos assumir riscos maiores do que os do dia. Sim. De um dia. Mas é assim a natureza. O Sol nasce, trabalha, se põe, dá lugar a Lua. Que nasce trabalha, e se põe. Em um ciclo interminável de compromisso de dia e noite. Nós só temos o agora. Cada um precisará gerenciar sua própria subsistência sem depender da decisão ou existência de outrem.

Viveremos a dicotomia do solitário inserido em uma comunidade protetiva. Garantindo a própria existência, junto de outros que se garantam. E assim, tendo excedentes para se apoiar, pontualmente, quando algo não parecer ter sido devidamente planejado de forma individual.

E a partir destes recursos individuais, ter uma agenda comunitária, social e ambiental que seja a fundação ética da perpetuação saudável da espécie humana nesta Terra e neste mundo tão imprevisível e gigantesco.

Turismo é conhecimento. É lazer. É trabalho. É respeito a natureza. É congraçamento de todos, independente de classe e de poder. Nós somos, em essência, o “homem turístico”. Pois a inquietude humana nos levou a quebrar cada um dos paradigmas de fronteira de nosso Planeta há muito, e hoje partimos para o Céu. O Céu Turístico. O Céu Planetário. O Céu do Turismo Interplanetário. Tudo mudou. E tudo está no mesmo lugar de quando, pela primeira vez, vislumbramos a beleza do ambiente e decidimos, por fincar nossa existência em qualquer lugar encantador deste lindo e maravilhoso Planeta Terra.

Superaremos tudo isso, mudando a nossa estrutura de custos e de oferta de produtos. Responsabilizando e premiando condutas diárias de esforço e de trabalho para encantar os consumidores.

Parceirizando as relações. Atendendo por demanda. Compartilhando estruturas. Organizando as tendências. Aliandose de forma definitiva para a geração de resultados consistentes, em conjunto. E estando preparados para não funcionar no dia posterior. Contingência de Guerra.

Temos que sair para sobreviver todos os dias. Sem a certeza de que no dia posterior haverá a quem atender. A quem receber. De quem faturar.

Somente assim sobreviveremos quando outra destas tempestades entupirem os nossos sonhos de areias pesadas, reais e imobilizadoras.

Falo sobre Gestão de Desastres. Abertamente. Transparentemente. Todos precisarão desenvolver o Plano de Gestão de Grandes Desastres. Guerras, Pandemias, Mudanças Bruscas de Temperatura, Ataques Inesperados (de onde? E quem sabe?). Estamos sendo testados. Gerações que nunca assistiram a situações de tanta amplitude, tão devastadoras no seio de centenas de milhares de famílias que perderam seus entes amados. Em uma onda tsunâmica de infestação de massa. Terrível. Sem palavras. Minhas condolências eternas a todas estas famílias.

Nosso Setor precisa de uma nova direção, de uma amplitude específica, focada, pontual. Sobreviver a cada dia. Em sério. E se tudo mudar no dia posterior: não ter que carregar modelos de custo e de relações pesados e destruidores.

As nossas palavras mágicas, com uma adicional: Alta, Média, Baixa, Parada.

“Modelo Nilson Nóbrega de Gestão de Empreendimentos Turísticos e Imobiliários: Estrutura de Parada; Equipe de Baixa em Modelo Cooperado; Produtos de Inserção de Média; Produtos de Inserção de Alta; Refinanciamento de Infra-Estrutura Total”

Desafios de toda ordem nos esperam, para uma Classe de Heróis acostumada às grandes emoções. Precisamos de apoio, suporte e linhas de crédito adequadas. Precisamos de uma plataforma confiável de reestruturação de capital.

O turismo reviverá. Opino que deva o ser em um novo corpo, tanto de pensamento quanto de Sistema de Sobrevivência – tudo isto atrelado a um novo Modelo Mental capaz de Remodelar o Empresário Turístico e Imobiliário Pós-Covid19.

Existem movimentos crônicos promovendo mudanças estruturais no setor e os equipamentos precisarão ser adaptados, principalmente em termos de gestão, para conseguir sobreviver à estas mudanças que estão sendo, em grande parte, patrocinadas pelo novo jeito de viver das novas gerações.

O antigo Setor Turístico conseguirá manter-se em nichos de ricos e novos ricos. Mas em todos os outros grupamentos de demanda haverão profundas e irremediáveis mudanças.

É um Novo Competir. Não adianta ficar insistindo em velhos modelos e reclamando.

O Turismo mudou. E pronto. Agora temos milhões e talvez, em breve, bilhões de novos empreendedores turísticos. Eu já consigo ver este novo horizonte com muita clareza. Precisamos apontar e montar um novo Conjunto de Soluções para o Setor.

Novos Tempos que exigem Novas Soluções para Velhos Problemas.

Nada resiste ao trabalho bem planejado. Vamos arregaçar as mangas e mãos à obra!